A monotonia da cidade e da sociedade
Tantos prédios nessa cidade nos impedem de ver
A linha tênue entre o que você quer e o que você implora
E como nós nos tornamos a personificação daquilo que a gente tanto crítica
Quando o nosso discurso fúnebre for citado
O nosso número de likes se tornará irrelevante
Mas o já o sofá já é o nosso novo lar
E a solidão já é a nossa nova melhor amiga
Tantos prédios nessa cidade nos impedem de ver
A televisão distorce aquilo que é real
E todos nós consumimos e pedimos mais
É difícil olhar no espelho e se reconhecer
Quando você é apenas o reflexo dos seus medos e inseguranças
Tente não trocar sua alma por ouro
É assim que eles te corrompem
Tantos prédios nessa cidade nos impedem de ver
E você se sente como um castelo de cartas prestes a ruir
Na sua inestimável solitude
Você não precisa mais simular seus meios sorrisos fictícios
E se você se desse o luxo de colocar toda a dor pra fora
Você gritaria tão alto
Que todas as luzes do bairro acenderiam
Mas ninguém bateria na sua porta de qualquer forma
Tantos prédios fizeram de nossa cidade algo que não se assemelha com um lar
E nos impediram de ver
Aquilo que está atrás da cortina
Aquilo que está além das telas
Aquilo que não é televisionado
Aquilo que é apenas um vislumbre
A beleza do trivial
A verdade felicidade
O que realmente importa.